Extração de óleo de milho: o potencial ainda não explorado nas plantas de etanol

27 August 2026 in:
Extração de óleo de milho: o potencial ainda não explorado nas plantas de etanol

A extração de óleo de milho continua sendo uma oportunidade significativa de criação de valor para as usinas de etanol. Embora a tecnologia de produção de etanol tenha avançado consideravelmente nos últimos anos, muitas instalações operam atualmente próximas aos seus limites teóricos de rendimento de etanol. No entanto, quando o foco se volta para os coprodutos — particularmente a extração de óleo de milho —, ainda há espaço para capturar valor adicional.

Nesse contexto, soluções baseadas na combinação de enzimas, ajustes operacionais e ferramentas de análise de processo vêm ganhando espaço como uma abordagem eficaz para ampliar a recuperação de óleo.

Um potencial ainda não totalmente explorado

A recuperação de óleo continua sendo um dos principais pontos de melhoria para produtores de etanol.

“O óleo vegetal gerado nas biorrefinarias é um insumo estratégico. Ele é amplamente utilizado na nutrição animal, contribuindo para o enriquecimento energético de rações para suínos e aves, além de atender à indústria química em diferentes aplicações. Ainda assim, grande parte do setor recupera apenas cerca de 50% a 60% do potencial total disponível no processo”, afirma Amanda de Souza, Líder Regional de Desenvolvimento de Aplicações da IFF na América Latina.

Além disso, dados da indústria indicam que, embora seja possível atingir níveis mais altos de recuperação de óleo, a maioria das plantas ainda opera abaixo desse limite. Como resultado, existe uma lacuna relevante entre o potencial disponível e o efetivamente capturado.

Por que a extração de óleo ainda é limitada

A extração de óleo de milho não depende de uma única etapa do processo. Pelo contrário, ela é influenciada por toda a cadeia operacional — desde a qualidade da matéria-prima até as etapas de separação.

Nesse sentido, alguns fatores se destacam:

  • qualidade do milho
  • moagem
  • liquefação
  • fermentação
  • separação e centrifugação

Além disso, o óleo pode permanecer retido ao longo do processo de diferentes formas — associado a partículas insolúveis, presente em sólidos em suspensão ou na forma de emulsões —, o que dificulta sua separação e exige abordagens específicas para sua recuperação.

Outro fator relevante é a interação entre óleo, fibra e proteína na estrutura do milho. Essas interações dificultam a liberação do óleo e fazem com que parte dele permaneça associada a sólidos, reduzindo a eficiência da recuperação.

O papel das enzimas na extração de óleo

Nesse contexto, as enzimas desempenham um papel fundamental na melhoria da extração de óleo no processo de produção de etanol de milho.

Soluções enzimáticas, como as celulases e xilanases da IFF, atuam na quebra das matrizes de fibras e proteínas. Como resultado, a interação entre esses componentes e o óleo é reduzida, facilitando sua liberação.

Na prática, isso permite:

  • liberar óleo que estava retido na estrutura do milho
  • reduzir perdas para o wet cake (fração sólida rica em fibras gerada após a separação do processo, que pode reter óleo e reduzir a eficiência de recuperação)
  • direcionar o óleo para etapas onde ele pode ser recuperado com maior eficiência

Uma abordagem integrada para maximizar a recuperação

A melhoria da extração de óleo de milho no processo de produção de etanol não depende apenas da aplicação isolada de enzimas. Em vez disso, a indústria tem evoluído para uma abordagem mais integrada.

Atualmente, essa estratégia combina:

  • biotecnologia (enzimas)
  • ajustes operacionais
  • ferramentas de análise de processo
    • Por exemplo: o mapeamento de óleo ao longo da planta permite identificar onde ocorrem perdas. Dessa forma, torna-se possível direcionar ações específicas para aumentar a recuperação.

Além disso, quando combinadas com processos mecânicos, as soluções enzimáticas podem reduzir a retenção de óleo nos sólidos e melhorar a eficiência de separação.

Slide corporativo da IFF com pontos que podem ajudar as plantas de etanol a extrair o máximo valor dos cereais. Investir na extração de óleo de milho é um deles.

Maximizando valor na extração de óleo

Apesar dos avanços na produção de etanol, a recuperação de óleo no processo de produção de etanol de milho ainda apresenta margem significativa para otimização.

A combinação de conhecimento de processo, análise de dados e aplicação direcionada de enzimas permite reduzir perdas e capturar valor que já está presente na matéria-prima.

À medida que o setor evolui, a recuperação eficiente de óleo tende a se consolidar como um elemento central na estratégia de maximização de valor nas plantas de etanol.

OPTIMASH® AX e OPTIMASH® BOOST: desempenho superior na extração de óleo de milho

OPTIMASH® AX e OPTIMASH® BOOST são soluções enzimáticas desenvolvidas pela IFF para otimizar a extração de óleo de milho ao longo do processo de produção de etanol.

OPTIMASH® BOOST atua diretamente na fibra, liberando o óleo retido e reduzindo sua retenção no wet cake, onde os sólidos dificultam a recuperação.

Quando combinados, OPTIMASH® AX e OPTIMASH® BOOST promovem maior liberação e direcionamento do óleo, contribuindo para ganhos de recuperação e melhor eficiência operacional.

Essa abordagem permite aumentar a recuperação de óleo, reduzir perdas para os sólidos e melhorar a performance do processo como um todo.

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A IFF é uma das líderes globais no fornecimento de enzimas e leveduras industriais para a produção de etanol de milho e outros cereais. Com portfólio avançado e expertise em biotecnologia, a IFF apoia usinas na maximização do rendimento, eficiência do processo e conversão de açúcares, da liquefação à fermentação.

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Referências

Souza, A. Extrair mais valor do milho: o potencial ainda não explorado da recuperação de óleo. Revista Plant Project.

Ethanol Producer Magazine. SPOTLIGHT | Extracting Every Drop. Disponível em: Ver artigo

Ethanol Producer Magazine. SPOTLIGHT | IFF: Mapping DCO and Mitigating Yield Loss. Disponível em: Ver artigo

Ethanol Producer Magazine. Parallel Pathways. Disponível em: Ver artigo