Inibidores de tripsina na soja: o papel estratégico da protease na nutrição animal 06 October 2026 in: Animal Nutrition & Health Animal Nutrition & Health A soja é um dos ingredientes mais utilizados na nutrição de aves e suínos no Brasil. Mas será que conhecemos todos os seus impactos? Table of Contents Toggle Por que a soja, apesar de essencial, pode ser um desafio?O que são os inibidores de tripsina?A variabilidade da soja é maior do que se pensava?Como a protease pode ajudar a superar os inibidores de tripsina?Nova função estratégica da protease:O que mostram os testes práticos?A adoção da protease na nutrição animal está crescendo?Por que a protease é estratégica para a nutrição animal?Conheça Axtra® PRO: protease de alta performance contra os inibidores de tripsina da sojaReferências Por que a soja, apesar de essencial, pode ser um desafio? A soja é rica em aminoácidos essenciais e amplamente disponível, o que a torna uma fonte de proteína valiosa. No entanto, ela também contém inibidores de tripsina, compostos antinutricionais que dificultam a digestão das proteínas. O que são os inibidores de tripsina? Substâncias que interferem na ação da enzima tripsina e quimotripsina. Reduzem a digestibilidade proteica no intestino. Persistem mesmo após o processamento térmico da soja. A variabilidade da soja é maior do que se pensava? Sim. Estudos recentes revelam uma grande variação na atividade inibitória da tripsina (TIA), dependendo do tipo de processamento e do genótipo da soja. Dados que mudam a percepção: Farelos de soja: TIA entre 5,1 e 17,7 mg/g. Grãos crus: TIA entre 18,6 e 74,8 mg/g, com média de 45,9 mg/g. Genótipos indianos: TIA entre 14,49 e 29,05 mg/g, sem correlação com proteína ou óleo. Esses números derrubam o mito de que os inibidores são baixos e que o processamento térmico é suficiente para neutralizá-los. Como a protease pode ajudar a superar os inibidores de tripsina? A protease é uma enzima que quebra ligações peptídicas, melhorando a digestibilidade das proteínas. Mas seu papel vai além disso. Nova função estratégica da protease: Neutraliza os inibidores de tripsina, atuando de forma preventiva. Melhora o desempenho zootécnico, mesmo com soja crua. Reduz fermentações indesejadas, favorecendo a saúde intestinal. O que mostram os testes práticos? Ensaios com frangos de corte alimentados com soja crua mostraram que a adição de protease: Melhora significativamente o desempenho animal. Mitiga os efeitos negativos dos inibidores de tripsina. Representa uma revolução silenciosa na formulação de rações. A adoção da protease na nutrição animal está crescendo? Sim. Apesar de não ser tão comum quanto o uso da fitase, estima-se que ¹ entre 30% e 50% das operações já utilizam protease para a nutrição animal. E esse número tende a aumentar. Fatores que impulsionam o uso de protease para nutrição animal: Ganhos nutricionais e sanitários. Redução de custos e maior eficiência. Democratização tecnológica: dosagens compatíveis para adição direta na fábrica de ração ou via premix. “Presente no mercado há mais de duas décadas, a protease sempre foi reconhecida por sua capacidade de quebrar ligações peptídicas e melhorar a digestibilidade geral da proteína. Agora, passa a ser vista também como aliada para mitigar os efeitos negativos dos inibidores de tripsina, ou seja, além de auxiliar na quebra de proteínas, ela atua bloqueando a ação do inibidor” Eduardo Trevisol Médico-veterinário com mestrado em nutrição animal pela Universidade Federal do Paraná, e gerente de serviços técnicos para nutrição animal da IFF na América Latina. Saiba como protease vira aliada contra efeitos ocultos e variabilidade da soja. Leia aqui Por que a protease é estratégica para a nutrição animal? Atende às demandas de bem-estar animal, eficiência e sustentabilidade. Deixa de ser um suplemento e passa a ser uma ferramenta essencial. Ignorar seu uso é negligenciar um fator decisivo na nutrição moderna. Conheça Axtra® PRO: protease de alta performance contra os inibidores de tripsina da soja Axtra® PRO é uma protease de atividade única que potencializa os benefícios da proteína presente na nutrição animal ao aumentar sua digestibilidade e a disponibilidade de aminoácidos — mesmo quando se utiliza proteína de alta qualidade nas formulações de rações. Com faixa de pH adaptada à fisiologia de animais monogástricos e ampla especificidade de substrato, Axtra® PRO é capaz de clivar peptídeos em praticamente qualquer posição. Isso permite complementar a ação das proteases endógenas do animal, garantindo que os aminoácidos essenciais estejam disponíveis para deposição muscular e crescimento. Essa atuação estratégica é especialmente relevante frente aos inibidores de tripsina presentes na soja, que comprometem a digestibilidade proteica. Ao neutralizar esses compostos antinutricionais, Axtra® PRO contribui para uma nutrição animal mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências modernas de desempenho zootécnico. Saiba como esta enzima ajuda a liberar todo o potencial da proteína da dieta, criando um estado nutribiótico favorável. Acesse Referências Cardoso et al. Atividade de inibidores de proteases em linhagens de soja geneticamente melhoradas. Alimentos e Nutrição 18 (2007): 19-25. Monteiro, Márcia Regina Pereira. Avaliação da digestibilidade e da qualidade protéica de linhagens de soja com audência do inibidor de tripsina Kunitz e das isoenzimas lipoxigenases, 2000. Wladimir et al. Determinação do inibidor de tripsina de Kunitz em soja crua e tratada de culivares brasileiras. In: JORNADA ACADÊMICA DA EMBRAPA SOJA, 2005, Londrina. Resumos expandidos. Londrina: Embrapa Soja, 2005. p. 173-175. Topics: BioscienceEnzymes Share IFF News & Innovation
High-Dose Xylanase Enzyme in Broiler Nutrition: From Fiber Degradation to Poultry Gut Health 24 September 2026